Temer
vai propor inclusão na pauta de projetos que
criam o "orçamento impositivo"
25/02/10
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O presidente da Câmara, Michel Temer, vai propor aos líderes
partidários a inclusão na pauta de projetos que
criam o chamado "orçamento impositivo" e que
regulam o direito de greve no serviço público. "Eu
quero verificar se consigo trazer para o Plenário. São
temas importantíssimos para a Câmara dos Deputados:
direito de greve e orçamento impositivo. Vou discutir com
os líderes, naturalmente".
Michel
Temer lembrou que os dois temas regulamentam artigos da Constituição
e que existe uma comissão especial da Câmara criada
para propor a regulamentação dos diversos dispositivos
da Carta Magna. O
grupo caminha para o fim dos trabalhos e o coordenador, deputado
Régis de Oliveira, do PSC de São Paulo, quer que
os integrantes apresentem o maior número possível
de proposições. Por isso, ele encaminhou aos integrantes
da comissão um pedido para que todos apresentem seus relatórios
sobre artigos constitucionais pendentes de regulamentação.
Durante
os debates, o próprio Régis de Oliveira apresentou
projeto de lei (PLP 526/09) que prevê o orçamento
impositivo ao regulamentar o artigo 165 da Constituição.
Entre outros pontos, o texto limita o período em que o
governo pode bloquear recursos do orçamento aprovado no
Congresso, sempre que houver receita. O deputado diz que isso
eliminaria uma tensão entre os poderes Executivo e Legislativo.
"O
presidente só pode contingenciar verbas públicas
se ele não realizar receita. Por exemplo: no ano passado
tivemos a crise mundial, onde houve realmente redução
de receita. Agora, se eu realizo as receitas e tenho as despesas
já predestinadas, não tenho como deixar de cumprir
rigorosamente o orçamento. Há um confronto na Casa
junto com o Executivo do não pagamento das emendas parlamentares.
Isso cria uma brutal dependência do Legislativo face ao
Executivo".
Antes
mesmo da criação da comissão especial de
regulamentação da Constituição, Régis
de Oliveira (PL 981/07) também apresentou projeto que trata
do direito de greve no serviço público.
O
texto, que tramita junto a um projeto apresentado em 2001, obriga
que um terço das categorias que prestam serviços
essenciais, como saúde e segurança, mantenham a
atividade durante as paralisações.
Outros
deputados da Comissão Especial também apresentaram
contribuições que podem se tornar projetos de lei.
É o caso do deputado José Genoino, do PT de São
Paulo, que propõe a regulamentação da licença-paternidade,
ampliando o benefício para 15 dias. Genoino também
quer definir os casos em que ficaria caracterizada a demissão
sem justa causa, o que obrigaria o patrão a reintegrar
o empregado, além da regulamentação dos adicionais
de insalubridade, periculosidade e por atividades penosas, por
exemplo.
A
Constituição tem cerca de 140 dispositivos não-regulamentados.
Alguns projetos regulamentam vários deles de uma só
vez. No entanto, nem sempre a regulamentação depende
de iniciativa dos parlamentares.
Fonte:
Rádio
Câmara - 25/02/10
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